Há algum tempo, pra consumir os produtos em alguma loja da Supreme era preciso conquistar o direito de comprar ali. O público era minuciosamente selecionado, e por longos anos apenas skatistas, consumidores de maconha, grafiteiros, cineastas underground e rappers desfilavam com produtos da marca.
Em 1994 a primeira loja na Laffayette Street era aberta. Paredes brancas e prateleiras de compensando, totalmente projetada pra que os skatitas já entrassem na loja com seus skates, e pouco a pouco, ano após ano a Supreme foi fundindo o aspecto punk do skatewear, a rigidez do militarismo e o hip-hop dos meados de 1980, dando cara a um novo conceito de moda de rua.
Apesar de atender um público bem especifico, o preço dos produtos da marca pendem a ser acessíveis ao bolso das grandes massas (US$ 130 para um jeans e US$ 170 para uma malha com capuz), e no lançamento de um casaco de veludo em parceria com a North Face a marca vendeu TODOS os itens em estoque em apenas 1 MINUTO. Louco, né?
A "GQ Style" britânica, bíblia da moda masculina, descreve a Supreme como "a grife de 'streetwear' mais 'cool' do mundo no momento". A revista cultural "O32c", de Berlim, disse que ela é "o Santo Graal da cultura de consumo jovem". Para o site Business of Fashion, a marca é "a Chanel do 'streetwear' urbano".
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Kaique De Paula Brasileiro, mora em São Paulo e é correspondente internacional de moda. Produz conteúdo pra sites e revistas mundão à fora.
