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Sobre Criar Diálogos Imaginários

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“Foi tudo culpa sua!” “Nunca tive coragem de te contar, mas...” “Você sempre me pressionou.” “Eu te avisei mil vezes.” “Ainda te amo!” “Você me deve desculpas!” “Você é um babaca, mas poderíamos ser felizes.” Calma. Isso não é mais um caso de bipolaridade, e sim um recorte de pequenas frases dos imensos diálogos que minha cabeça cria. Vai dizer que nunca rolou um script na sua? Pode até ser que você não seja tão doido como eu, que imagina o figurino, a locação e se transforma no próprio diretor de arte da sua cena utópica. Porém, aposto que você já deve ter tentado se preparar para alguns desafios, esses que a vida insiste em te colocar, encontrar repentinamente com o ex, ter aquela conversa difícil com seus pais, mostrar que está tudo bem com você para aquela pessoa insuportável, provar que você estava certo no trabalho da faculdade, todas essas pequenas “batalhas” que enfrentamos. Você está lá, no escuro e deitado em sua cama, você não consegue dormir pensando em algumas (ou em todas) as situações na qual eu já citei, elaborando um argumento para derrubar aquela pessoa, imagina como ela te rebateria e aí você jogaria uma frase de efeito que leu em não sei aonde na semana passada, e enfim, venceria. Porém, já é de manhã, você acorda, se arruma e finalmente encontra aquele seu oponente conhecido, e o que você faz? Fica mudo, esquece tudo que havia (genialmente) programado, pede desculpas pelo que não fez e seu interlocutor acaba com as melhores falas. É, nem sempre conseguimos seguir o roteiro e não é tão fácil assim improvisar. Pois ficção é ficção, mesmo se baseada em fatos reais. Você se sente idiota. “Como assim me deu branco?!” Você perdeu essa, tem que aceitar e o que resta é voltar para os seus diálogos imaginários, só que agora se muda o tempo verbal, não vai mais ser o que você deveria dizer e sim o que você deveria ter dito. E isso já são páginas e páginas de um novo roteiro, não vou fazer spoilers.


Depois dessa genialidade toda, GATO HYPE que vos fala! Vocês já devem ter visto no mínimo dois textinhos desses rolando por aqui, e claro, não são meus, e sim da colaboradora mais gênia quando o assunto é historinhas de amor, Carolina Naomi, que agora faz parte da equipe do GH. Ela é dona do extinto In-Ray e agora ataca de "mina das crônicas" aqui no blog. Atualmente ela mora em Bauru, onde cursa Relações Públicas, mas como dá pra ver, ela ainda tem um pesinho nas modas. Muito amor, histórias da vida e do cotidiano são só algumas das coisas que Carolina esta preparando pra vocês. Acompanhem!


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Quando um adeus não é suficiente...

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Você nem sabe direito o porque de não estarem mais juntos e tudo oque consegue desejar é se livrar das memórias dos momentos que vocês tiveram juntos. Os abraços, os beijos e todos os presentes trocados foram o suficiente pra que ele deixasse uma marca em você, em seu coração. Hoje, você quer que ele veja o quanto você esta bem e como consegue caminhar sozinho sem precisar que ele segure em suas mãos pra que você não tropece nas próprias pernas.
Você tentou enganar a si mesmo, tentou fingir que uma amizade seria o suficiente pra encurtar toda aquela saudade que as vezes parecia que ia explodir dentro do seu peito.

Fechava os olhos todas as vezes que passava perto daquele lugar que lembrava ele. Desviava caminhos só pra não passar por onde vocês costumavam passar quando só queriam caminhar. Apertava o "skip" toda vez que o ipod mesmo que no aleatório, tocava aquela musica que vocês acreditavam ser a musica de vocês. As vontades e a saudade te faziam lembrar, mas o medo e o desejo de não sofrer te levavam a querer esquecer e não vê-lo pelo menos nos próximos meses.

O Orgulho. Ah, o orgulho... Ele te fazia acreditar que mesmo não tomando uma iniciativa seu telefone iria tocar e la estaria ele, com um lindo pedido de desculpa e varias frases feitas pelas quais você esperou meses pra ouvir. Na verdade, ele te fez passar por noites que pareciam intermináveis de pura tortura e de procura incessante por alguém que suprisse pelo menos 1/3 da falta que ele te fazia.

Você acreditou no amor e fez seu coração acreditar que estava amando, quando na verdade, você não queria dizer adeus a pessoa que tinha se tornado ao lado dele, e mesmo assim a unica coisa que queria ouvir era um "Eu te amo, volta pra mim".
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